A manhã chega, chega, chega Por onde anda você? Foi pra bem longe Pra nunca mais me ver Mas onde anda Onde anda você? Olho a estrada e às vezes A manhã me vê chegar Vive a me buscar Todos os dias Mas sei por onde anda Vive a me buscar Nos lírios, cachoeiras Nas correntezas do Garça No verde da aroeira No canto de Dona Sinhá Mas sei por onde anda Vive a me buscar No ipê-amarelo da serra Em tudo você está Na flor de laranjeira Em toda beleza que há
Nasci desmantelado mas nasci pra te amá querendo teu fogo artu Teu braseiro pra pisar vivendo no pé de cana chupando do teu mingá morena tu arregala teus zóio quem nem o mar tua fulô é bem cherosa eu to loco pra provar minhas venta num tem vergonha e uma coisa vou falar sou homi pra casamento sou cabra que tem pudor nasci cum coração froxo nasci pra te dar amor
Te vejo toda mimosa com jeitim de rosa fulô passando na minha frente infeitada que nem andor meu coração se atrapaia meus zóio fica em pavor minhas perna da trimilique e a barrigaroe de dor corro pra dentro do mato pra dessarrear a precisão que só dar com tua Presença dona Anita Furacão.
Teu jeitim de mi oiá teu jeitim de me querê trás a lua pra dibaxo do meus pé e carregado pela lua vô catando as istrela pra mode fazer um carrosé nele nós gira nele nós roda nele nós ri e girando nós se qué e girando nós se ama tu tontinha por mim e eu rodadim pro ocê
Eu? Eu! Costumo ter idéias quando caminho. Caminho perambulando. Na lua. Tenho so cabelos negros, quase nos olhos. My name is Lua Brando, mas deveria ser Paixão. Falo só! Rio só! E tenho um Amor.
Tenho os olhos tristes e baixos vez enquando. Uma calmaria dentro da alma e uma ansiedade estranha, crônica!
Eu deveria estar feliz agora!
"Poesia não me dizia, ternura em mim não havia, faltava encanto na melodia..." (Vanessa da Mata)